terça-feira, 6 de janeiro de 2009

JANELA 10 - 40





Aproximadamente 97% dos povos não alcançados pelo Evangelho estão contidos como habitantes da "janela 10-40".

Localização: região entre o Atlântico e o Pacífico, e entre 10 a 40 graus ao norte do Equador.
Composição: 62 países com aproximadamente 3 bilhões de pessoas.
Adeptos: Islamismo, Hinduísmo e Budismo.

No centro do nosso mundo vive um grande número de povos não alcançados, compreendidos numa porção retangular, identificada como "janela 10-40".
O termo "janela 10-40" originou-se com Luis Bush durante a 2ª Conferência de Lausanne, em Manilla, em julho de 1989.
Esta região do mundo, antes conhecida como "Cinturão da Resistência", estende-se desde o oeste da África até o leste da Ásia, sendo 10 graus de longitude e 40 de latitude acima da Linha do Equador.
Algumas razões para focalizarmos a "janela 10-40":
1 - O significado Bíblico e histórico desta área: este é o lugar onde Deus colocou Adão e Eva como moradores;
2 - Na "janela 10-40" vive o maior número de pessoas não alcançadas.
Dentro da "janela 10-40" está 1/3 da área total de terra, com 2/3 da população mundial, isto é, aproximadamente 3 bilhões de pessoas.
São 62 países na janela. Dos 50 países menos evangelizados do mundo, 37 estão dentro dela.
3 - Aí está a presença das três religiões de grande domínio no mundo: a maioria dos praticantes do Islamismo, Hinduísmo e Budismo, vive na "janela 10-40";
4 - A predominância da pobreza: mais de 95% dos pobres menos evangelizados do mundo vivem na "janela 10-40";
5 - Localiza-se o grupo de mega povos etnolinguísticos (mais de 1 milhão vivem na janela).
De fato mais de 90% dos indivíduos desses grupos populacionais vivem na "janela 10-40".
6 - As maiores megalópolis nao alcançadas estão na "janela 10-40";
Isto quer dizer que, em cada um desses países, há uma população de mais de 1 milhão de pessoas;
7 - As fortalezas de satanás estão concentradas na "janela 10-40": bilhões de pessoas que vivem na janela não só sofrem com enfermidades, pobreza, calamidades, analfabetismo, mortalidade infantil, mas também tem sido impossibilitada de conhecer o poder do Evangelho transformador.
Os países são: Índia (evangélicos 1%); Mauritânia (evangélicos 0%); Sudão (evangélicos 5%); Afeganistão (evangélicos 0,02%); Japão (evangélicos 3%); Guiné Bissau(evangélicos 1,2%); Kuwait (evangélicos 0,5%); Bangladesh (evangélicos 0,2%); Butão (evangélicos 0,03%); Arábia Saudita (evangélicos 0,007%); Guiné (evangélicos 0,75%); Tailândia (evangélicos 0,3%); Niger (evangélicos 0,1%); Kirghizistão (evangélicos 0,003%); Irã (evangélicos 0,05%); Bukinafaso (evangélicos 3%); Mali (evangélicos 0,9%); Azerbaidjão (evangélicos 0,003%); Benim (evangélicos 2%); Indonésia (evangélicos 6%); Laos (evangélicos 1,9%); Saara Ocidental (evangélicos 0%); Egito (evangélicos 0,8%); Uzblistão (evangélicos 0,001%); Nepal (evangélicos 0,5%); Emirados Árabes (evangélicos 0,7%); Albânia (evangélicos 5%); Marrocos (evangélicos 0,01%); Iraque (evangélicos 0,5%); Sri Lanka (evangélicos 0,9%); Israel (evangélicos 0,35%); Tadjikistão (evangélicos 0,001%); China (evangélicos 4%); Djibuti (evangélicos 0,03%); Iemen (evangélicos 0,01%); Vietnã (evangélicos 0,6%); Formosa (evangélicos 3%); Bahrein (evangélicos 1,5%); Brunei (evangélicos 0,06%); Líbano (evangélicos 4,3%); Catar (evangélicos 0,007%); Turkdmenistão (evangélicos 0,001%); Etiópia (evangélicos 10%); Bismânia (evangélicos 4%); Tibet (evangélicos 0,02%); Argélia (evangélicos 0,01%); Líbia (evangélicos 0,1%); Malásia (evangélicos 2%); Omãn (evangélicos 0,1%); Cazaquistão (evangélicos 0,004%); Tunísia (evangélicos 0,001%); Camboja (evangélicos 0,05%); Turquia (evangélicos 0,03%); Coréia do Norte (evangélicos 0,5%); Somália (evangélicos 0,01%); Paquistão (evangélicos 0,5%); Nigéria (evangélicos 17%); Maldiva (evangélicos 0,1%); Jordânia (evangélicos 0,4%); Senegal (evangélicos 0,1%); Síria (evangélicos 0,1%); Mongólia (evangélicos 0,1%).

domingo, 4 de janeiro de 2009

China

República Popular da China localiza-se na Ásia. Com a maior população do mundo e segunda maior área terrestre.
População aproximada em 1 bilhão e 400 milhões.
Capital: Beijing (Pequim)

Há 456 grupos étnicos distintos.
Total de línguas: 470, sem escrituras.
Governo Comunista, com objetivo de eliminar todos os grupos religiosos, por isso, a maioria dos cristãos são clandestinos.
Sem religião: 49%
Budistas: 9%
Cristãos: 8%
Tradição étnica: 5%
Muçulmanos: 2%
Chineses: 28% (números aproximados)
Cristãos:
Protestantes: 5 denominações com 645 mil adeptos.
Igrejas independentes: 23 denominações com 11 milhões de adeptos.
Católicos: uma denominação com 7 milhões de membros, aguns deles podem estar filiados em duplicidade, calcula-se 10 milhões, então dariam um total de uns 80 milhões de cristãos evangélicos e 10 milhões de católicos.
Respostas a oração:
1 - A Igreja que mais cresce no mundo. De 1977 para hoje, os cristãos cresceram de 1,8 milhão para, aproximadamente, 80 milhões, entre filiados e clandestinos, com grupos subterrâneos perseguidos pelo Governo.
2 - O testemunho dos cristãos em decorrência a perseguição, só permanecem cristãos fiéis de verdade pelo poder de Deus que tem se manifestado, e a maioria dos evangelistas são mulheres, muitas ainda adolescentes, em muitas áreas, 70 a 80% dos cristãos são mulheres.
3 - As rádios que alcançam a China com o Evangelho, mesmo fora da China, e redes de Internet que têm colaborado para evangelização.
Fonte: Internet.

BUTÃO: SOMENTE 9 MIL CRENTES

País asiático está entre os dez mais fechados ao Evangelho no mundo

Conhecido como Druk-Yul ou "A Terra do Dragão Rugidor", o pequeno reino do Butão está localizado no alto da Cordilheira do Himalaia, em uma encosta seis mil metros abaixo das altas montanhas cobertas de neve que o separam do Tibet, uma das cinco regiões autônomas da China. O território do Butão é ocupado de maneira pouco concentrada pela população. Nas encostas do relevo montanhoso é comum encontrar vidoeiros, magnólias e rododendros, apesar da neve que cobre os cumes das montanhas por vários meses durante o ano.
A ocupação do Butão ocorreu ao longo dos séculos a partir de uma série de ondas migratórias provenientes das áreas vizinhas, especialmente do Tibet. A população de pouco mais de dois milhões de habitantes divide-se em quatro culturas principais: a tibetana, a indiana, a sul-asiática e a nepalesa. A topografia montanhosa e as condições climáticas tornaram os butaneses um pouco resistente, de boa constituição física e acostumados ao trabalho duro. Apesar do espírito valente e guerreiro que os capacitou a manter sua independência e soberania ao longo dos anos, os butaneses são pacíficos e alegres.
Enclausurado em seu montanhoso santuário e fechado aos estrangeiros até 1974, o Butão tem marchado ao ritmo de seus tambores por séculos. O país ainda não se anima com a idéia de ter estrangeiros caminhando por seus sinuosos vales e suas estradas recém-pavimentadas. Em 1990, o rei Jigme Singyhe Wangchuk decretou algumas medidas para manter o isolamento do país, procurando proteger ostensivamente a cultura butanesa de influências exteriores. A área central do Butão é seu coração cultural e econômico. No que concerne ao meio ambiente, o país tem sido considerado um dos mais ricos do mundo, mas isto não repercute em sua economia. A política governamental segue a receita de um desenvolvimento sustentável que permite a preservação dos recursos naturais. Quase toda a população está envolvida na pecuária e na agricultura de subsistência, sendo o arroz a principal cultura. A sociedade divide-se em três grupos: a nobreza, os camponenses e escravos (embora estes últimos tenham sido oficialmente libertados). Menos de 20% da população considerada adulta é alfabetizada.
O lado religioso é espiritual do Butão está ligado ao vizinho Tibet teológica e historicamente. O budismo maaiana, introduzido no país no século VIII, é praticado por três quartos da população. Também chamado frequentemente de budismo tibetano, o budismo maaiana repudia Deus e se apóia no animismo e no ocultismo. Os demônios são tão familiares ao seguidores desse ramo do budismo quanto os mosteiros nos penhascos, as bandeiras de oração e outros instrumentos budistas. O hinduísmo é praticado por um quarto da população, em sua maioria nepaleses
A Igreja e a perseguição:
Não existe uma igreja cristã oficial no país, embora estime-se que nove mil cristãos vivam no Butão. A maioria desses cristãos pertence às etnias nepalesa e indiana.
O pastor José Satírio, líder da AD em Cúcuta, Colômbia, tem um missionário no Butão. É um dos poucos trabalhos missionários naquele país.
No século 13, a atuação de Phage Drogue Shiga fez com que a Drukpa Kagyupa se tornasse a escola budista predominante no Butão. Atualmente, esta seita ainda é a religião oficial do país. Divulgar qualquer outra religião sob qualquer forma é um ato ilegal. Os inúmeros mosteiros com seus milhares de monges desempenham um papel importante de centros da mais elevada cultura, mantendo vivas as tradições. A influência dos mosteiros e dos monges na sociedade cria uma barreira cultural ao Evangelho. Os monges são requisitados para atual como médicos e para celebrar a maioria dos eventos sociais, como casamentos e funerais. Além disso, eles também são convocados para analisar horóscopos e para realizar os importantes rituais religiosos ligados a cada detalhe da vida cotidiana butanesa.
Além de ser marginalizada socialmente, a igreja butanesa é alvo frequente da perseguição do governo. Edifícios das igrejas podem ser derrubados sem nenhum motivo, e acusações falsas às vezes são feitas contra cristãos. Pastores e evangelistas já foram detidos, encarcerados, torturados e mortos.
A igreja butanesa é pequena e sua participação percentual na população está em declínio. Embora o número de cristãos aumente - devido principalmente ao crescimento de famílias cristãs - e possa atingir 30 mil pessoas por volta de 2050, a taxa de crescimento da população cristã e duas vezes menor que a taxa de crescimento demográfico do país (Fonte: Missões Portas Abertas)
Capital: Timfu
População: 2,1 milhões (6% urbana)
Área: 46.500 Km
Localização: Centro-sul da Ásia, sem saída para o mar
Idiomas: Zoncá, tibetano e dialetos nepaleses
Religião: Budismo 70%; hinduísmo 25%; cristianismo 0,43%
População cristã: 9 mil, fatia da população em declínio
Perseguição: Atos de hostilidade em crescimento
Restrições: A evangelização e a conversão são proibidas
Perspectivas: O budismo continuará criando significativas barreiras sociais e oficiais ao cristianismo. Os convertidos enfrentarão sérias consequências por sua decisão.
FONTE: Jornal Mensageiro da Paz (outubro de 2006)

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

EVANGÉLICOS SÃO 0,04% NO NÍGER

País sofre com fome e já ultrapassa a taxa de emergência humanitária

A religião islâmica domina o Níger, compreendendo 98,7% da população, aproximadamente 11 milhões de habitantes. Apenas 0,1% da população se divide em animistas e cristãos. Destes, apenas 0,04% são cristãos evangélicos. Situado na região oeste da África, próximo ao deserto do Saara, o Níger é também uma das naçõs mais pobres do planeta e, neste momento, vive a pior crise nutricional do mundo. A população Nigeriana é composta por diversos povos árabes, por ser intermediária entre países ao Sul do Saara e Norte da África.
Com uma área total de cerca de 1,3 milhão de quilômetros quadrados, dos quais apenas 300 são de água, o Níger possui uma extensa área desértica. O clima subtropical provoca um ar quente e seco na região. Além disso, o país tem pouca área cultivável e depende cada vez mais de ajuda externa. A fome é o seu principal problema social.
O Níger é um dos países africanos que apresenta a maior taxa de mortalidade infantil do mundo. O Centro de Epidemiologia filiado aos Médicos Sem Fronteiras (MSF) mostrou que a morte de crianças menores de cinco anos já ultrapassou o triplo da taxa de emergência humanitária. O último comunicado à imprensa feito pelo United Nations Children's Fund (Fundo das Nações Unidas para a Infância - Unicef) aprontou para cerca de 32 mil crianças em perigo por causa da desnutrição. De acordo com o relatório da ONU, no Níger, as crianças representam metade da população. Há no Níger cerca de 100 igrejas, sendo 84. Dessas cerca de 20 são da missão da Assembléia de Deus norte-americana, sendo que 16 estão em Niamey, capital.
No Níger, o sistema de governo é misto, mas é o islamismo que decide quem ocupará o lugar de comando. A religião decide quem vai estar no governo. Os muçulmanos são maioria e, mesmo escondidos, dão as ordens. Um cristão bem formado, com todas as qualidades para se candidatar, jamais chegará ao governo, mesmo que ele tenha feito as melhores universidades no mundo. Além disso, muitos votos são comprados em troca de sacos de arroz nas pequenas cidades, onde a população é mais carente.
Mesmo com uma "parcial" liberdade religiosa, o método de fazer evangelismo no país não pode ser o mesmo usado no Brasil. O evangelismo em praças, corpo a corpo ou mesmo de porta em porta, não funciona. Tem que se conquistar a pessoa, ser amigo dela para apresentar Cristo. É um trabalho que requer muita paciência e pode levar anos.
O motivo pela qual a rejeição pelo Evangelho se torna mais intensa é que, para eles, ser cristão é a pior coisa que existe. Quando os colonizadores chegaram à África, se diziam cristãos católicos roamanos. Eles roubaram as riquezas e matavam pessoas, enforcaram muitos, estupraram jovens, bebiam e fumavam. Por isso, o povo Nigeriano associa aqueles que se convertem à imagem negativa dos colonizadores. Um pai prefere ver o filho morto a vê-lo convertido. Eles também dizem que o cristianismo é uma religião para brancos.
Uma das maiores dificuldades para o crescimento do evangelho é o medo que as pessoas sentem de serem expulsas de casa e perderem o emprego, que já é pouco no Níger.
O leste é considerado o interior do Níger, onde ficam localizados os lugares mais dificeis para os missionários. O clima, a seca, a falta de alimento, entre outros fatores, tornam essas regiões impróprias para morar e muitos decidem apenas fazer visitas. É um desafio muito grande e chega a ser insuportável em longo prazo.
No Norte e no Nordeste do país a situação nao é muito diferente. Nessa área, não há quase nenhum missionário. É uma região muito quente, dentro do grande deserto do Saara. Poucas igrejas foram estabelecidas nessa região e, anualmente, durante as secas, dezenas de pessoas morrem. São regiões onde se concentram etnias nômades e pessoas com tradições animistas.
Há uma pequena centelha de esperança em meio à seca, quando os Nigerianos estão entrando em uma estação caracterizada por períodos de chuva. É a esperança do povo. Mas, normalmente, chove pouco, principalmente no interior. E se a chuva não for boa, a colheita também não será, e nao haverá alimento por muito tempo. A ajuda externa beneficia apenas uma minoria por causa da corrupção.
O povo Nigeriano é hospitaleiro, o que facilita o contato para fazer amizades e apresentar a Palavra de Deus. Mas, quando percebem que os missionários nao podem oferecer recursos, se afastam. A população espera muito do missionário e nem sempre podem dar ajuda material. Nesse caso, os missionários deixam de ser bem-vindos. Isso é uma barreira grande.
Quando os missionários trabalham em um país como esse, nao basta só apresentar Jesus. Tem que ajudar o povo de alguma forma. Mas, o maior objetivo é evangelizar. Mas, o ideal e o que traz resultado são fazer as duas coisas ao mesmo tempo.
A forte influencia do islamismo no país, além de dificultar o processo de evangelização e conversão, também chega a impedir a permanência de muitos. Trabalhos manuais são usados como ponte de evangelismo. O trabalho com mulheres é muito difícil. Elas dependem dos maridos. Por isso, para elas tornar-se discípulas de Jesus é um desafio muito grande. As conversões não são frequentes e muitas das que se decidem a Cristo desistem depois. São raras as mulheres que suportam a pressão do marido e da família.
Existe uma necessidade de realizar mais trabalhos missionários no país. É muito importante investir nas crianças. Existem muitas sem formação nenhuma. Elas começam a trabalhar cedo, com um trabalho árdui, e logo se casam. Na capital já existem escolas cristãs e isso está trazendo mudanças na vida de muitas crianças. Tem-se esperança em um futuro melhor por causa dessas escolas.
Nome oficial: República do Níger
Nacionalidade: Nigeriana
Capital: Niamei
Idioma: francês (oficial), tuaregue, hauçá, djerma e fulani
Religião: islamismo 98,7% (a maioria sunita), 0,04% de evangélicos
Localização: Centro-oeste da África
População urbana: 20%
População rural: 80%
Analfabetismo: 84,3%
Fonte: Jornal Mensageiro da Paz (novembro / 2006)